Trabalhos técnicos do Congresso ajudam regulação a subir escada do conhecimento - XI Congresso Brasileiro de Regulação e 5ª ExpoABAR
Paranaense AGEPAR acompanha preparação do XI Congresso de Regulação
12 de abril de 2019
Prazo de entrega de trabalhos técnicos é prorrogado
29 de abril de 2019

Trabalhos técnicos do Congresso ajudam regulação a subir escada do conhecimento

Figura cativa nos Congressos da ABAR, o gerente de informações da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (ARSAE-MG), Samuel Barbi, já viu seus trabalhos técnicos apresentados se tornarem resoluções em diversas agências pelo país. Para ele, essa é uma grande satisfação para profissionais do setor.

O prazo para inscrever resumos de trabalhos técnicos no XI Congresso da ABAR termina no dia 30 de abril. Veja aqui as condições: http://congressoabar.com.br/trabalhos-tecnicos/

A seguir, a trechos da entrevista de Barbi, um dos idealizadores do Projeto ACERTAR, que padroniza o processo de auditoria e certificação dos fornecedores brasileiros de água e saneamento, buscando melhorar a qualidade das informações nacionais.

ABAR: O que representa a publicação de trabalhos técnicos no Congresso da ABAR?

Samuel: O momento de realização do Congresso dá voz a pessoas que trabalham muito pela regulação, mas não costumam aparecer tanto. Esses trabalhos mostram as realizações de uma massa de profissionais, que ecoam entre os colegas e depois sobem para as administrações. Deles, conseguimos puxar muitas boas ideias florescendo. A seleção joga luz para a ação de muitas pessoas, o que ocorre também nas Câmaras Técnicas da ABAR, mas com uma projeção muito maior nos Congressos.

ABAR: O que trabalhos apresentados em Congressos anteriores representaram para a regulação no Brasil?

Samuel:Em geral, esses trabalhos técnicos alavancam ideias novas. Houve, por exemplo, a experiência de pesquisa sobre a tarifa social do saneamento básico. Uma ideia que foi trazida do setor elétrico, mas que foi aperfeiçoada em trabalho técnico apresentado no Congresso e hoje é adotada na ARSAE-MG. Outro programa que evoluiu nesses trabalhos é o ACERTAR, que virou uma metodologia nacional. Os estudos em geral ajudam a mudar o panorama do setor positivamente, fazendo-o subir lentamente a escada do conhecimento.

ABAR: Quais seriam grandes temas em evidência no momento, que poderiam ser melhor desenvolvidos por meio de trabalhos técnicos neste ano?

Samuel:No caso do saneamento básico, há um foco muito grande nas privatizações, motivado especialmente pela Medida Provisória 868. Para que a participação privada ocorra, é necessário uma atuação forte dos reguladores, que têm a missão de se preocupar com o aspecto social dos investimentos. Uma grande meta é desvendar o subsídio cruzado embutido nas companhias regionais. Temos de desvendar essas questões em parcerias com a academia. Precisamos de gente gerando, pesquisando e tratando esses dados. Até hoje, não temos um trabalho científico de referência que demonstra na prática a dinâmica do subsídio cruzado e sua efetividade para a universalização dos serviços de saneamento.

ABAR: Você apresenta trabalhos técnicos nos Congressos desde 2011. O que isso significa para você e sua carreira?

Samuel:Ter um trabalho ecoando em outras agências é um grande reconhecimento, embora ainda há muito a ser aperfeiçoado em termos de premiação e incentivos a pesquisa. Em Minas Gerais, muito do que desenvolvemos gerou resoluções em outras agências. É grande a satisfação quando vemos isso.